Galvão questiona a falta de estrutura da Prefeitura para as aulas online

Galvão questiona a falta de estrutura da Prefeitura para as aulas online

A pandemia do coronavírus forçou uma reinvenção da carreira do professor, já castigada no País por salários baixos e perda de prestígio. De uma semana para outra, com o fechamento das escolas, docentes tiveram de se acostumar com câmeras, edição de imagens, e pensar em estratégias que possam ser executadas da casa deles – para a casa dos alunos. Os desafios e as angústias são enormes. Há a falta de treinamento para o ensino a distância, dificuldade em avaliar se o estudante está aprendendo e principalmente a falta de equipamentos para os professores. “Tenho recebido inúmeras reclamações de professores da rede municipal sobre a falta de computadores e internet nas escolas das zonas rurais e locais mais distantes. Com esse fator muitos estão tendo de se locomover para o centro da cidade em outras escolas”, comenta o vereador Dr. José Galvão (DEM).

Pensando nesta questão, Galvão protocolou nesta semana um requerimento à Prefeitura de Itu solicitando as seguintes informações: “Quais os equipamentos e meios técnicos que serão disponibilizados aos professores para a realização do ensino à distância? Há em todas escolas da rede municipal de ensino equipamentos e internet disponíveis a todos os professores?”, além deste requerimento o edil compartilhou em suas redes sociais a seguinte questão: “Se os professores tem essa falta de recurso, imagine os alunos”. 

“Para os professores, que estão na ponta do processo, está claro que esse modelo não funciona. Ele não é inclusivo e aumenta ainda mais as desigualdades”, diz Rita Diniz, presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores da Educação Oficial do Estado de São Paulo) na Região de Itu, Salto e Porto Feliz.

“Como o contato com alunos e pais é via Internet, estamos recebendo demandas fora do nosso horário de trabalho, o que se torna cansativo ao longo do tempo. No meu caso específico, meu número de WhatsApp pessoal foi divulgado (sem minha autorização), e recebo mensagens em todos os horários e dias da semana”, disse uma professora que não quer ter seu nome divulgado.

Por lei, as escolas devem cumprir um calendário no ano de 200 dias letivos. Em nota, divulgada na última quarta-feira (25/05), o Ministério da Educação (MEC) diz que conjuntamente com estados e municípios, “ainda estuda como flexibilizar o ensino no momento em que a maioria das escolas está sem aulas, o que inclui ainda a carga horária máxima de ensino a distância que as escolas públicas poderão utilizar”.

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